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– Você acredita no civismo das pessoas? Eu nunca vi gente assim.
(enche um copo de plástico no bebedouro)
– Nunca pensei.
(dá um gole; enche de novo)
– É que é uma falta de civismo…
-Não é por mim. Que eu por mim até está sempre tudo bem.
(recua, bebe, volta ao bebedouro)
– É pelos outros. Francamente.
– É que é preciso ter muita cara de pau. Há certas e determinadas pessoas que não têm respeito nenhum pelos outros.
(dá dois passos atrás, bebe, volta ao bebedouro)
– Olha que esta… não têm nível é o que é.

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5 Comments

  1. damn!
    Desde a segunda linha que estava à espera de que, até ao fim, fosse, civicamente, deitar o copo para o chão…

    Seja como for, o altruísmo dos dias que correm parece estar a roçar níveis de egoísmo incomportável… Nem é por mim, que essas coisas não me afligem… é pelos outros, coitados…

  2. por acaso o final foi fraco, não houve punchline. Ficava melhor como dizes 🙂
    Mas tenho a certeza de que depois daquela dança tão frenética a senhora era capaz de me passar à frente na fila.

    Gostei muito do teu jc + 1!!!

  3. Nem me fales de civismo…
    Domingo e segunda* senti isso na pele que até doeu…
    domingo só me apetecia chorar com isso! depois, foi a revolta…
    às vezes tenho mesmo vergonha de pertencer à raça humana…
    se me pudesse destituir deste estatuto, como a maria joão pires se destitui da nacionalidade, nem pensava duas vezes!
    Estive para escrever sobre isso, mas a raiva aqui por dentro ainda é tanta que achei melhor esperar ou mesmo desistir…
    Enquanto isso, vou vendo os que se abastecem no bebedouro… e, pior, os que nem isso fazem!

    [desculpa a descarga negativa, mas… foi inevitável!]

    *e o episódio de segunda-feira retorna ao velho tema dos engenheiros! Essa etnia superior que vagueia por este [nosso] mundo…

    • Descarrega sempre 🙂
      Eu costumo deixar passar um tempo. Passam-se uns minutos, ou uns dias, depois uma semana, depois um mês e acabo por me esquecer. Depois arrependo-me – já não é a mesma coisa! Já perdi a conta às vezes em que devia ter dito ou escrito ou reclamado.
      Embora eu já tenha percebido que não partilhamos todos do mesmo padrão. Já tive dificuldade em explicar a algumas pessoas coisas que eu pensava que eram absolutamente óbvias. Já tive um vizinho que, por mais que eu tentasse, nunca percebeu que a bricolage à uma da manhã não pode envolver mais do que papel e cola.

      • Claro que não podemos ter todos os mesmos padrões de civismo, mas há realmente coisas que me custa a aceitar que não sejam, exactamente, óbvias!
        Enfim…


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