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Reparei a propósito do falecido. Algumas pessoas antepõem ao nome de quem já morreu um esclarecedor descritivo do seu estado: “o meu falecido Alfredo”, “a falecida tia Alice”… Há quem acrescente o “Deus o tenha”, o que acaba por transformar os Alfredos e as Alices desta vida (se calhar a palavra não é esta) em pessoas com nomes particularmente bem compostos. Se lhes acrescentássemos um hífen, até passariam a pessoas de boa família: “o Falecido Alfredo Que Deus-Tem”. É um nome bem.

Acho que depois de falecidos não precisamos de qualquer descritivo do nosso estado. Julgo que esse já não muda. Em vida, quando podemos mudar de estado várias vezes ao dia, dava-nos claramente mais jeito. E era mais divertido. Então teríamos “o renovado Alfredo”, “o casado Eduardo”, “a grávida Márcia” ou a “feliz Amália”.

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One Comment

  1. Paz à tua alma!


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