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Apesar de gostar muito, na verdade aborrece-me comer carne em casa mais de duas ou três vezes por semana. Vai daí, ir ao rodízio ou ao leitão, por ser raro, dá-me mais prazer do que poisar um livro da Agustina. É bom. Se cá em casa não se comesse carne, estava mesmo a ver-me a combinar com os meus camaradas um jantar mensal só para irmos, às escondidas, perder-nos na luxúria de uma posta mirandesa. Assim como quem vai ao bar de alterne.
Vem isto a propósito de um desses meus camaradas. Que, por sinal, gosta das coisas refinadas da vida. Quando fez anos, levou-nos ao rodízio. Ao churrascão, ou chimarrão, ou chuletão. Um qualquer, que eles são todos maravilhosos. Como a carnuça demorava, levantei-me e fui ao buffet servir-me de dois ou três tomates e uma fatia de queijo. Se calhar tenho de dizer que eram cherry. Quando aterrei no meu lugar, o gajo sentado às 2 horas, que foi meu companheiro de carteira no ciclo, chamou-me lingrinhas. E vegetariano. E insinuou umas cenas meio fóbicas. E gozou com os meus 59 quilos. Foi quando eu percebi que há normas de etiqueta nos banquetes da matilha. Tomatinhos não. Deve ser como ires à caça e levares uma sandes de pepino para o lanche. Ainda levas uma tareia. Valeu-me eu ser o último a terminar de comer, para voltar a ser considerado, porque se não…

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2 Comments

  1. gosto tanto dos meus amigos!

  2. também me parecem simpáticos 🙂


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